Psicanálise Conectada
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🎙️ T01.E03 – Como escolher o seu Psicanalista?

Sinopse do episódio

Neste episódio Janilton e Mônica conversam sobre o que levar em conta no momento de escolher o psicanalista com quem você irá trabalhar. Afinal, psicanalista e analisante farão uma aventura de um longo tempo que, espera-se, será de descobertas, mas também de instantes de turbulências.

Escute e deixe seus comentários. Para você, o que foi importante para escolher seu psicanalista? Se está à procura de um, o que tem sido critério para decidir-se? Este é o último episódio lançado exclusivamente em áudio. Depois, você poderá assistir, também, a conversa entre Janilton e Mônica.

Estes três primeiros episódios foram gravados em fevereiro de 2023 e serviram de experimento para o projeto do podcast. A partir do 4º episódio e próxima temporada Janilton e Mônica trarão temas atuais e em um formato ainda menor, no tempo de um café!

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Frases de destaque 

“Um processo de análise é uma travessia. E é uma travessia que exige uma condução. Não se faz isso sozinho. Você até disse, atravessa a dor. A dor a gente vive. Mas a análise te convida a atravessar essa dor. E essa travessia, que não se faz sozinho, ela precisa ser acompanhada por alguém que te leva de verdade a um passo além.”

“Sozinha, a gente vive uma dor. Mas, não atravessa.””

“Se esse psicanalista deixa de despertar o inusitado, a surpresa em nós, eu acho que é um indicativo para a gente avaliar o quanto está valendo a pena.”

 

TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO:

00:00:01 | Locutor – Léo Correa

[Início da vinheta de abertura – Música tema] Você vai ouvir agora “Psicanálise Conectada”, com Janilton Gabriel de Souza e Mônica Godoy. [Fim da vinheta de abertura]

 

00:00:10 | Janilton Gabriel de Souza

Olá, sejam bem-vindos. Começamos, a partir de agora, o Psicanálise Conectada. Comigo, Janilton Gabriel de Souza, e com ela, minha queridíssima, Mônica Godoy. Mônica, seja bem-vinda. Tudo joia, Mônica?

 

00:00:29 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

E aí, Janilton, tudo bem? Tudo bom? Eu tô bem feliz de estar aqui, viu? Essa história de podcast, eu acho uma coisa muito chique, com cara de futuro.

 

00:00:50 | Janilton Gabriel de Souza

Então, já começamos, né, assim, um podcast com o nome já dizendo um pouco, né, conectado. Dois psicanalistas conectados, conversando. Eu acho que, pelo menos, essa conversa tende a ser super divertida, eu acho.

 

00:01:06 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Ah, eu acho. É o mínimo que eu pretendo, viu? A nossa ideia, pelo menos, pelo que você tinha me falado e o convite que eu aceitei, é a gente, como o nome diz, né, conectar com o que, pra nós, é o mais divertido da psicanálise. Mais leve. E o que de verdade importa, eu acho, né, Janilton? O que de fato fica quando a gente pensa e fala em psicanálise? Porque de coisa chata e pesada, eu já tô a cheia, né? E você também.

 

00:01:40 | Janilton Gabriel de Souza

Oh, com certeza! Eu acho que aqui nós vamos com um propósito que é de fugir do “psicanalês”, do “lacanês”. Mas falar da psicanálise que tá no nosso dia a dia, da psicanálise que nos toca. Eu acho que você, eu, tem um momento que a psicanálise nos tocou e nos fez construir um percurso. Mônica, eu acho que você poderia começar dividindo com os nossos ouvintes como é que você foi, vamos dizer assim, pega por esse mosquitinho da psicanálise?

 

00:02:22 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Uai, essa é uma boa provocação, né? Então eu vou te contar uma história bem interessante, que eu acho que, de certa forma, me leva a responder a isso que você tá me perguntando. Você sabe que eu tinha um avô muito, muito importante na minha vida? Ontem fez 12 anos que ele faleceu. E ele foi uma pessoa, assim, realmente norteadora pra mim, sabe? Ele é vovô Solito. É um avô por parte de mãe, pai da mãe. E ele era um fazendeiro, uma pessoa, assim, com terceiro ano primário só, de instrução, mas uma pessoa muito sábia. E eu era a neta mais velha. E ele tinha um xodó danado comigo e eu com ele. E quando chegavam os amigos dele na fazenda, era uma fazenda nas margens do Rio Doce, perto de Governador Valadares, num lugar que chama Pedra Corrida. Um lugar bonito pra danar. E daí, quando chegavam lá os amigos dele, ele sempre me exibia pros outros, sabe? Ele falava assim, olha aqui minha neta. Ela sabe cantar. Ela dança bonitinha. Ela recita poema. E assim eu fui crescendo. Quanto mais tempo passava e eu ia me qualificando, maior eram os elogios que ele me fazia. Aí, daí, a pouco ele falava que eu sabia falar inglês. Depois que eu sabia falar espanhol. Depois que eu era muito viajada. E os amigos dele ficavam, sim, todos orgulhosos e tal, e coisa. Mas aí, de repente, alguém perguntava pra ele: “tá, mas ela trabalha com o quê mesmo?” E quando chegava nessa hora, invariavelmente, ele me mandava buscar uma limonada. Pra não dar tempo de eu responder, sabe? E eu achava aquele trem interessante. E ia observando aquilo. E um dia, eu catei ele de jeito, né? Aliás, ele me pegou na esquina e falou pra mim assim, “minha filha, me conta aqui uma coisa. O que é mesmo que você faz?” E aí, eu tentei contar pra ele. Do melhor jeito que eu pude. O que que era mesmo que eu fazia? E ele escutou com muita atenção. E depois que eu acabei de contar, ele virou pra mim e falou assim: “ô, minha filha. É isso, então? Quer dizer que você gasta a vida escutando segredinho dos outros? E ainda cobra pra isso? Ah, não, minha filha. Ô, tristeza”. Aí, eu fiquei assim com uma decepção, porque não tinha conseguido transmitir, né? Até que passaram-se os anos. Ele nunca mais me exibiu como, olha que bom que ela é, porque aí alguém ia perguntar o que que eu fazia. E ele não achou que aquilo era digno de ser contado. Até que aconteceu dele adoecer. E já no leito de morte, eu fui visitá-lo. Ele hospitalizado. Ele teve um câncer. E aí, já tava ruinzinho, mas não queria ir embora de jeito nenhum. E eu pedi licença às tias e pedi pra passar uma noite com ele. Só nós, só nós dois. E daí, passamos uma noite conversando. E eu me coloquei a escutá-lo. Com uma escuta analítica. Claro, não como psicanalista, porque ele era meu avô e eu estava ali como uma neta que o amava demais. Mas com o ouvido de psicanalista. E com isso, eu fiz perguntas e conduzi a conversa com esses bons ouvidos que a psicanálise me deu. E ele falou coisas que eu acho que ele nunca tinha dito pra ninguém, inclusive, sobre o medo da morte. Quando o dia tava amanhecendo, ele virou pra mim muito aliviado por toda a travessia, porque foi um verdadeiro percurso, assim, uma verdadeira travessia nessa noite adentro. E virou pra mim e falou, “minha filha, é isso que você faz? É isso que é o seu ofício?” Aí eu falei, é avô, “é isso”. Gente, mas foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida, porque ele com o olho marejado e eu, as lágrimas. E ele virou pra mim e falou assim, “agora eu entendi. Deus te abençoe”. E logo depois ele morreu. Então, eu diria que, do fim pro começo, o que que me fez ir pra psicanálise, o que que é a psicanálise pra mim, é a arte de escutar com todos os poros, independente da circunstância. E que essa escuta possa trazer ao outro alívio. E que possa financiar ao outro uma passagem desta para melhor. De um lugar onde ele está pra um melhor. Ainda que esse melhor seja a morte. Como foi esse caso aí do meu avô, né? E aí, abençoada por ele, eu sigo, viu? É isso, Janilton. E pra você?

 

00:07:58 | Janilton Gabriel de Souza

Aqui, eu tô olhando aqui [risos]… A Jéssica… Eu tinha te ouvido contar essa história. Quando você a contou, eu ouvi pela primeira vez. Eu fiquei emocionado. A época eu recontei pra Jéssica, a Jéssica chorou. Agora ela tá aqui, do meu lado, chorando, assim. Porque eu acho que é uma história muito viva, né? Que transmite isso, né? E eu acho que é o que é a psicanálise, né? A psicanálise, ela nos toca na nossa pele, né? Ela tem uma transmissão que vai nos poros, como você mesmo colocou aí, né? E eu acho que essa função da escuta, a gente… Como você mesmo salientou o teu momento. Tem um momento, né? Acho que tem um lugar, tem um tipo de escuta que é muito diferente. Assim, a minha relação com a psicanálise, ela vem desde a infância. Eu fui aquela criança, aos seus seis anos, que eu fui levada pelos pais pra atendimento. E que foi, à época, com uma psicanalista. Então, eu já conheci a psicanálise desde ali. Bom, pra quem… Mônica, você tem uma irmã, você sabe que ter uma irmã, às vezes, já é alguns motivos pra você ir lá no analista. [risos]

 

00:09:30 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Com certeza!

 

00:09:34 | Janilton Gabriel de Souza

Se não é todos, lhe ajude, é um a mais.

 

00:09:39 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Com certeza.

 

00:09:41 | Janilton Gabriel de Souza

Foi um pouco o meu caso. E assim… Mas a minha relação com a psicanálise, que é atravessada por essa lógica do inconsciente, ela vem até mesmo anteriormente. Que passa por essa relação com o sonho. Você falou da sua avó, me lembrou muito… Acho que nós somos muito marcados pelas figuras dos avós. Eu acho que tem uma importância na nossa… Quem teve, tem essa oportunidade. Acho que tem também essas boas marcas da convivência.

 

00:10:19 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

É verdade.

 

00:10:19 | Janilton Gabriel de Souza

E eu me lembro da minha avó, que ela tinha essa relação com os sonhos. Era aquela figura que jogava no bicho. [risos]

 

00:10:29 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Ah, que ótimo.

 

00:10:31 | Janilton Gabriel de Souza

E aí eu ficava assim… Falei assim, “vó, mas eu tive tal e tal sonho”. Aí ela: “Ah, isso daí é tal bicho”. Falei assim, mas qual que é a lógica disso que… Eu contei esse sonho, eu não entendi. Sabe que essa curiosidade, a primeira curiosidade muito viva com essa coisa do sonho, do inconsciente. Quando eu vim sabendo disso ao longo da minha vida, eu falei, nossa, essa coisa é muito bacana. Eu fui, desde criança ali, paciente. Então, eu lembro muito essa coisa da fala. Eu fui atendido aos seis anos. Então, ali é claro que com criança a gente usa ali o artefato das artes, né? O lúdico. E eu me lembro muito essa coisa do lugar de fala, que eu fui entendendo isso desde criança, que eu me lembro até hoje. Aliás, eu lembrei disso alguns anos atrás na minha análise. E foi uma lembrança que foi muito viva, que foi um momento que eu chego para a minha analista e digo, “olha, eu entendi, assim, eu vou desenhar, depois eu vou contar algumas histórias, mas tem umas coisas que não me faz bem no que me acontece no dia a dia. Eu posso, ao invés de desenhar, eu posso só te contar essas histórias?”

 

00:11:56 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Que legal!

 

00:11:58 | Janilton Gabriel de Souza

Então, ali acho que… Hoje em dia eu olho e eu falo assim, bom, eu acho que eu já estava entendendo o que era esse espaço, que eu podia falar o que eu quisesse. Eu fui construindo essa confiança, que é o que a gente vai chamar na psicanálise de transferência. Eu acho que a gente vai construindo. E isso me ajudou. Eu costumo dizer que a psicanálise salvou minha vida, porque, assim, a gente… O bicho humano é isso, a gente tem um impulso de vida, mas também tem um de morte, que se a gente não souber olhar para isso, assim, isso pode ir por aí, né, Mônica?

 

00:12:42 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Com certeza.

 

00:12:43 | Janilton Gabriel de Souza

Então, assim, e ao longo da minha vida, eu fui também, assim, percebendo que tinha uma escuta, tanto que eu aprendi ainda, aí uma transmissão, vamos dizer, de inconsciente ou inconsciente, talvez, que tinha uma escuta, tanto que eu fazia, às vezes, de uma forma, eu estava só escutando, mas as pessoas me diziam coisas que elas sempre diziam, “ah, o senhor não disse nunca para ninguém”. Mas que coisa, né? Tem um jeito de ficar, que eu ficava pensando, tem um jeito de ficar que faz com que as pessoas contem coisas, e eu também experimentei isso. Tem uma relação que eu vivi como paciente, que eu contei coisas, eu contei para ela, não contei para nenhuma outra pessoa.

 

 

00:13:36 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Muito legal.

 

00:13:37 | Janilton Gabriel de Souza

É isso que foi, assim, eu lembro, você falou do seu avô, eu tive meu avô paterno, um italiano, pensa no italiano, bravo. Um senhor bravo, mas bravo toda a vida, ele era o sacristão da igreja, então todo mundo tinha um grande respeito por ele, alguns tinham muito medo também, e até mesmo os netos. E eu lembro, assim, você falava aí dessa relação com o seu avô, eu lembro que com ele foi um pouco isso, eu tinha uma relação com ele, uma por, talvez, conseguir fazer essa função de escuta, então ele tinha uma confiança, que construiu comigo, então eu ia com ele para muitos lugares, eu o ajudava nos trabalhos que ele fazia, e também, assim, uma coisa que eu fui descobrindo dessa relação, claro, isso vai dar depois na descoberta real da psicanálise, que a pessoa falou, “mas o seu avô, a gente nem vê ele sorrindo ou rindo, porque ele é muito bravo, muito sério”, e comigo ele dava altas gargalhadas, ele ficava tão à vontade, que eu fazia o pessoal, ah, porque ele dá até medo, gente, é, se você ficar no primeiro enquadre dele, talvez, mas se você o escutar, ele é uma figura super generosa, e comigo, ele foi dizendo coisas, eu descobri até, inclusive, que o nosso sobrenome [risos], foi acrescentado, sabe assim, o “de Souza”, um dia ele vai e conta pra mim, fala assim, olha, o “de Souza” na verdade nem existe na família, quando a família veio da Itália, teve um sobrenome, e depois, eu precisei acrescentar um sobrenome, quando eu fui trabalhar, ele era marceneiro, ele tinha uma oficina, mexia com móveis, madeira, acho que daí do seu sítio, você deve ter aquelas madeiras maciças, né, Mônica…

 

00:15:54 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Sim!

 

00:15:56 | Janilton Gabriel de Souza

Ele fazia isso, e ficou uma coisa muito bonita, então, eu vou me lembrar, tem esse momento, assim, que eu vou ter encontros com ele, assim, de ele dividir coisas, ele fala isso por meio do sobrenome, ele diz, “olha, o ‘de Souza’ eu precisei acrescentar, porque quando eu fui trabalhar numa empresa, tinha um outro João Batista, aí sempre se confundiam os dois”, e aí alguém teve a engenhosa ideia de propor a ele pra colocar um sobrenome, pra diferenciar do outro, olha que doido, e o pior de tudo, é que ele não falou isso pra ninguém, e todos os filhos passaram a ter o “de Souza”.

 

00:16:45 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Ó, então, eu vou resumir nossa conversa da seguinte maneira, veja se está adequado, nós vamos aqui, então, iniciar um percurso de pequenas falas, pequenos contos, “quem conta um conto aumenta um ponto”, sobre a psicanálise e assuntos afins, a nossa primeira conversa de hoje, teve então, como eixo condutor, as nossas origens, eu com meu avô, você com o seu, o seu avô te nomeando, o meu avô me nomeando, ambos, os nossos avós, nos autorizando a sermos seres que escutam. Pra mim, é, escutar com todos os poros, e transformar um sofrimento numa travessia, pra você, idem, com a palavra sonho, que que é que sonha, né? Com que o sujeito sonha, e esse sonho, no que ele pode se transformar, né, nos bichos todos da sua avó, que povoam aí a sua vida, e você, diante dos seus infernos, né, familiares, do seu romance familiar, e eu dos meus, né. A gente procura, muito cedo, a psicanálise como uma forma de alívio, e de travessia, vamos dizer, acertar no bicho, né? Que bicho é esse que me incomoda, então, acho que nós a nossa primeira conversa foi afetiva, eu diria assim, né, Janilton, que palavra você diria pra nossa primeira conversa, pra gente encerrar com ela?

 

00:18:31 | Janilton Gabriel de Souza

[Início da música tema – encerramento] Eu acho que traduz um pouco dessa entrega, dessa generosidade, né, que eu acho que a gente passa a ter, e uma gratidão, né, também, por essas experiências de troca…

 

00:18:46 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Perfeito!

 

00:18:46 | Janilton Gabriel de Souza

E são trocas que nos transformam muito, né?

 

00:18:50 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

É isso aí. Ótimo, delícia, Janilton, então que venha próximo podcast! Uma delícia.

 

00:18:58 | Janilton Gabriel de Souza

Se Deus quiser o nosso próximo episódio, daqui a pouquinho, quem tá nos escutando, vai acompanhar o segundo episódio.

 

00:19:06 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Isso, um beijo então, querido, até!

 

00:19:10 | Janilton Gabriel de Souza

Um beijo, obrigado, Mônica!

 

00:19:12 | Mônica Martins de Godoy Fonseca

Obrigada, Janilton!

 

00:19:33 | Locutor – Léo Correa

Você ouviu “Psicanálise Conectada”, com Janilton Gabriel de Souza e Mônica Godoy.

 

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